Diagnóstico de Plano Diretor¶
O painel de diagnóstico é a porta principal do GisBR: você escolhe um município, marca as camadas oficiais que interessam e o plugin baixa cada uma já filtrada e recortada por aquele município, grava tudo num GeoPackage e adiciona as camadas ao projeto. É o atalho para montar a base cartográfica de elaboração ou revisão de um Plano Diretor sem sair do QGIS.
Abrir o painel¶
Clique no botão GisBR na barra de ferramentas, ou vá em Complementos → GisBR → Diagnóstico Plano Diretor (GisBR). O painel abre encaixado à direita da janela do QGIS.
Passo a passo¶
- Estado (UF) — escolha a unidade da federação. Na primeira seleção o plugin baixa a malha municipal do geobr para listar os municípios; isso leva alguns segundos e o log avisa ("Carregando municípios de …").
- Município — o combo aceita digitação: escreva parte do nome e escolha na
lista. O campo Código IBGE logo abaixo é preenchido sozinho pela seleção
(você também pode digitar o código de 7 dígitos direto, ex.:
3106200). - Fontes de Dados — a árvore Eixos e Camadas traz as fontes agrupadas nos 8 eixos, na ordem 1..8. Marque o checkbox de cada camada desejada. Não há limite: pode marcar um eixo inteiro ou fontes soltas de eixos diferentes.
- GeoPackage de destino — o botão
...abre o seletor de arquivo. Se você digitar um caminho sem a extensão, o plugin acrescenta.gpkg. Aponte sempre para o mesmo GeoPackage do município: ele é o acervo do diagnóstico, e é o que permite ao plugin pular o que já foi baixado. - Pasta de downloads manuais — só importa para as fontes que exigem login gov.br (hoje, o INCRA/SIGEF). O padrão é a pasta Downloads do sistema. Veja o guia do SIGEF.
- Adicionar imagem de satélite ao fundo (opcional) — acrescenta o mosaico Esri World Imagery como último item da árvore de camadas, ou seja, ao fundo, sem cobrir o que foi baixado.
- Atualizar bases já baixadas (rebaixar) (opcional) — força o rebaixamento das fontes que já existem no GeoPackage. Deixe desmarcado no uso normal.
- Carregar selecionadas — inicia. O Log de Execução, no rodapé do
painel, mostra o município resolvido e, ao final, três listas:
OK,FALHOUePULOU, cada uma com oidda fonte e o motivo.
O que esperar do resultado¶
- Uma camada por fonte no GeoPackage. O nome da tabela é
<id>_<código IBGE>(ex.:sicar_imoveis_3106200); no projeto ela aparece com o nome de exibição "<nome da fonte> - <município>". A camada adicionada ao projeto é lida do GeoPackage, então fechar e reabrir o projeto continua funcionando. - Recorte pelo polígono do município, não pela bbox. As fontes que o servidor não sabe filtrar por código são pedidas pela caixa envolvente (bounding box) e depois recortadas pelo polígono real do município. Sem isso, a consulta traria pedaços dos vizinhos — numa região metropolitana, a mancha urbana transborda por cima de meia dúzia de cidades.
- Camada vazia é pulada, não criada. Se a base não retornou nada para aquele
município (ex.: nenhum aterro sanitário licenciado), a fonte entra em
PULOUcom o aviso correspondente — o plugin não cria uma camada-tabela vazia no GeoPackage. O mesmo vale quando sobra zero feição depois do recorte. - Fonte já baixada é pulada. Se
<id>_<código>já existe no GeoPackage, a fonte entra emPULOUcom "já existe no GeoPackage". Rodar de novo para acrescentar uma camada nova é barato: só o que falta é baixado. Para reprocessar de fato, marque Atualizar bases já baixadas. - Data de extração gravada na camada. Cada camada baixada leva a propriedade
data_extracao(o dia do download) efonte. Não confunda com a vintage dos dados — o ano de referência do conjunto, que é próprio de cada fonte. - Aviso de truncamento. Quando o servidor devolve menos feições do que diz
existir (limite de
maxRecordCountno ArcGIS,numberMatchedno WFS), o plugin avisa no log e grava a propriedadetruncadona camada, em vez de deixar o corte passar em silêncio. - Fontes que dependem de Parquet. As três fontes do geobr v2
(favelas, terras quilombolas, locais de votação) são puladas com aviso se não
houver o driver GDAL Parquet nem o
pyarrow— veja Instalação. - CRS. Tudo sai em SIRGAS 2000 / EPSG:4674. Para medir área ou distância, reprojete para o fuso UTM correspondente (em Belo Horizonte, EPSG:31983).
Os oito eixos¶
| # | Eixo | O que traz |
|---|---|---|
| 1 | Transportes | Rodovias federais (DNIT/SNV) e estaduais, ferrovias, trechos rodoviários e ferroviários da BC250 do IBGE e a malha viária urbana do OpenStreetMap (vias + topologia de nós, via Overpass). |
| 2 | Drenagem e Saneamento | Rios, bacias hidrográficas, trechos de drenagem e massas d'água (SGB/CPRM e BC250), poços do SIAGAS, hidrografia da ANA e os empreendimentos de água, esgoto e aterro sanitário do IBAMA. |
| 3 | Demografia | Limite municipal, setores censitários, áreas de ponderação e favelas/comunidades do IBGE, pelo espelho geobr — a base do cruzamento com o censo (veja o guia do geobr). |
| 4 | Ambiental | Imóveis do CAR (SICAR), unidades de conservação e embargos do ICMBio, risco geológico do SGB/CPRM, processos minerários da ANM/SIGMINE, autos de infração do IBAMA, biomas, terras indígenas e quilombolas, áreas de risco de desastre e o meio físico do BDIA/IBGE (pedologia, geologia, geomorfologia, vegetação). |
| 5 | Educação | Escolas do IBGE/INEP. |
| 6 | Saúde | Estabelecimentos de saúde (CNES/IBGE). |
| 7 | Urbano | Áreas urbanizadas (2019) e aglomerados subnormais (2010) do IBGE, área densamente edificada da BC250 e a mancha urbana do geobr. |
| 8 | Político-administrativo | Sede municipal, bairros, locais de votação e as parcelas certificadas do INCRA/SIGEF (download manual — veja o guia do SIGEF). |
O catálogo completo, fonte a fonte, com id, protocolo, tipo de filtro e
licença, está em Referência › Fontes — essa página
é gerada do próprio código do plugin, então não envelhece.
Quando algo falha¶
O log distingue FALHOU (o servidor recusou, caiu, ou a camada não abriu) de
PULOU (nada a fazer: já existe, veio vazia, falta o arquivo manual, falta o
Parquet). Erro de certificado no Windows — "unable to find issuer certificate" —
tem página própria em Referência › Rede e certificados.
Servidor fora do ar é comum em geosserviços públicos: marque menos fontes de uma
vez e repita mais tarde; o que já entrou no GeoPackage não é rebaixado.