Recortes regionais e escala estadual¶
Além do município e da região metropolitana, o painel de diagnóstico trabalha com recortes maiores: microrregião, mesorregião, estado e macrorregião de saúde. O fluxo é o mesmo do guia do painel: escolher o recorte na aba Localização, marcar as fontes e clicar em Carregar selecionadas. O que muda é o tamanho do pedido — e, por isso, algumas fontes ficam indisponíveis nas escalas maiores.
Os seis recortes¶
Na aba Localização há seis radio buttons, em grade de 3 linhas por 2 colunas (o painel é estreito):
| Recorte | O que você escolhe | O que aparece na lista |
|---|---|---|
| Município | UF e município (ou código IBGE) | — |
| Microrregião | UF e a microrregião da UF | Municípios da microrregião |
| Mesorregião | UF e a mesorregião da UF | Municípios da mesorregião |
| Região metropolitana | UF e a RM da UF | Municípios da RM (ver Regiões metropolitanas) |
| Estado | Só a UF (o combo de região fica desabilitado) | Todos os municípios da UF, com a contagem |
| Macrorregião de saúde | UF e a macrorregião de saúde da UF | Municípios da macrorregião |
Exemplos: Microrregião de Belo Horizonte (MG), Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais (MG) e Macrorregião de Saúde Centro (MG).
A Grande Região do IBGE (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste), que ocupava esse lugar até a versão anterior, saiu do painel: o sexto recorte agora é a macrorregião de saúde.
O que é Macrorregião de saúde¶
A macrorregião de saúde é um agrupamento de regiões de saúde definido pelo Ministério da Saúde para o Planejamento Regional Integrado (PRI) do SUS. A composição município → região de saúde → macrorregião vem da base territorial do DataSUS de junho de 2026. São 121 macrorregiões no país, 16 em Minas Gerais, e cada uma fica sempre dentro de uma única UF — por isso o combo de UF fica habilitado e lista só as macros daquela UF. Não confundir com a Grande Região do IBGE nem com macrorregião hidrográfica.
Meso e microrregião são divisões antigas
Em 2017 o IBGE substituiu oficialmente a mesorregião e a microrregião pelas regiões geográficas intermediárias e imediatas. O IBGE ainda publica as divisões antigas, e o plugin oferece meso e micro. Imediata e intermediária ainda não estão no painel, embora a composição delas já venha no arquivo embarcado.
Nomes de camada¶
O nome da tabela no GeoPackage é <fonte>_<sufixo>. O sufixo depende do
recorte:
| Recorte | Sufixo | Exemplo |
|---|---|---|
| Município | código IBGE de 7 dígitos | sicar_imoveis_3106200 |
| Microrregião | micro<id> |
sicar_imoveis_micro31030 |
| Mesorregião | meso<id> |
sicar_imoveis_meso3107 |
| Região metropolitana | rm<id> |
sicar_imoveis_rm04501 |
| Estado | uf<sigla> |
sicar_imoveis_ufmg |
| Macrorregião de saúde | macsaud<id> |
sicar_imoveis_macsaud3103 |
A camada de limite segue o padrão <tipo>_<id>: micro_31030, meso_3107,
rm_04501, uf_mg e macsaud_3103.
No Estado, a camada de limite é a malha municipal do recorte: um polígono por município, com a coluna code_muni. Assim você tem os municípios da UF no projeto. Para recortar as fontes, o plugin usa o contorno dissolvido dessa malha (uma só feição), não os 853 polígonos separados.
Por que algumas fontes ficam desabilitadas¶
Quanto maior o recorte, maior o pedido. Uma UF inteira pode trazer centenas de megabytes, milhões de feições, ou bater no limite de resposta do servidor — que corta o resultado sem avisar. Para não travar o QGIS nem entregar dado truncado, cada fonte do catálogo declara até que escala ela aguenta.
Na prática, quando o recorte está grande demais para uma fonte:
- a fonte aparece desmarcada e em cinza na árvore;
- o tooltip mostra o motivo;
- o log traz uma linha com as fontes desabilitadas;
- ao voltar para um recorte menor, a fonte volta a ficar habilitada.
O motor também confere isso por conta própria: se o carregamento for chamado fora do painel (por script, por exemplo), a fonte grande demais é pulada com o motivo e nunca é baixada.
Critério (medido em Minas Gerais, o pior caso)¶
| Fica até | Fica desabilitada quando... |
|---|---|
| Regional (micro, RM, meso, macro de saúde) | passa de ~90 MB ou ~100 mil feições em MG; o servidor corta a resposta abaixo do total; ou é raster/tabular sem caminho medido na UF |
| Estado | passa de ~20 MB em MG, ou é ArcGIS com limite baixo de registros por resposta |
Até onde cada fonte vai¶
| Nível | Fontes |
|---|---|
| Só município | OSM — Vias urbanas (Overpass); OSM — POIs (equipamentos e edificações, Overpass). Milhões de ways numa UF estouram o timeout de 60 s do Overpass. |
| Até regional (micro, RM, meso, macro de saúde; desabilitadas no Estado) | SICAR — Imóveis (CAR), que em MG tem cerca de 1,18 milhão de imóveis e o servidor trunca em 10 mil (seriam 118 páginas); SGB/CPRM — Rios (BC250), ~187 mil feições; IBGE — BC250 Trechos de drenagem, ~182 mil feições; IBGE/BDIA — Pedologia (~231 MB), Geologia (~125 MB) e Geomorfologia (~91 MB); ANM/SIGMINE — Processos minerários, ~95 mil feições com limite de 5.000 por resposta, e os quatro pacotes (Requerimento de pesquisa, Licenciamento, Concessão de lavra, Lavra garimpeira); IBAMA — Autos de infração/embargos, ~38 mil feições com limite de 2.000; MapBiomas — Cobertura e uso da terra (Coleção 9), cerca de 650 milhões de pixels em MG a 30 m; IBGE — PAM Lavouras temporárias e permanentes e Censo Agropecuário 2017 (tabelas por município, sem caminho medido para centenas de municípios de uma vez); Sisema-MG — Outorgas de uso de recursos hídricos (58.741 pontos, ~145 MB) |
| Até Estado | DNIT — SNV (rodovias federais), ~47 MB em MG; DER-MG — Rodovias estaduais, ~69 MB; IBGE — BC250 Trecho rodoviário, ~46 MB; IBGE/BDIA — Vegetação, ~53 MB; IBGE — Áreas urbanizadas (2019), ~28 MB; SGB/CPRM — Poços (SIAGAS), 61 mil pontos; SGB/CPRM — Bacias hidrográficas, ~26 MB; SGB/CPRM — Risco geológico, ~13 MB; ANA — Hidrografia (limite de 1.000 registros por resposta); Setores censitários, Bairros, Favelas/comunidades e Locais de votação (geobr; os setores de MG têm 79 MB); INCRA/SIGEF — Parcelas certificadas (download manual; o SIGEF exporta por UF); e as fontes estaduais Sisema-MG (ETE, UCs estaduais, UCs municipais, Áreas urbanizadas 2022, Risco de erosão), Siga-GO (Malha viária, Aterros, Captações, UCs estaduais, Suscetibilidade a deslizamentos) e DataGeo-SP (Áreas de risco de inundação) |
| Todos os recortes | MInfra — Ferrovias; ICMBio — Embargos e UCs federais; IBGE — BC250 Trecho ferroviário, Massa d'água e Área densamente edificada; IBGE — Aglomerados subnormais (2010); IBAMA — Esgotamento sanitário, Abastecimento de água e Aterro sanitário; geobr — Limite municipal, Áreas de ponderação, Escolas, Estabelecimentos de saúde, Biomas, Unidades de conservação, Terras indígenas, Áreas de risco de desastre, Mancha urbana, Sede municipal e Terras quilombolas; Imagem de satélite (Esri) |
As fontes de escolas e de saúde do geobr são baixadas em nível nacional e recortadas localmente, o que já vale para qualquer recorte.
Fontes estaduais¶
As fontes estaduais vêm de infraestruturas de dados espaciais (IDEs) dos estados e só aparecem habilitadas quando o recorte está inteiro dentro da UF da fonte. Fora disso ficam desabilitadas, com tooltip. É o caso de pedir, por exemplo, o DER-MG numa microrregião de Sergipe: sem essa regra, a fonte voltaria vazia.
Entraram 13 fontes estaduais:
| UF | Fonte | Escala máxima |
|---|---|---|
| MG | DER-MG — Rodovias estaduais | Estado |
| MG | Sisema-MG — Áreas urbanizadas (2022) | Estado |
| MG | Sisema-MG — UCs estaduais | Estado |
| MG | Sisema-MG — UCs municipais | Estado |
| MG | Sisema-MG — Estações de tratamento de esgoto (ETE) | Estado |
| MG | Sisema-MG — Outorgas de uso de recursos hídricos | Regional (58.741 pontos, ~145 MB) |
| MG | Sisema-MG — Risco de erosão e movimento de massa | Estado |
| GO | Siga-GO — Malha viária (2024) | Estado |
| GO | Siga-GO — Aterros sanitários e lixões | Estado |
| GO | Siga-GO — Pontos de captação (Saneago) | Estado |
| GO | Siga-GO — UCs estaduais | Estado |
| GO | Siga-GO — Suscetibilidade a deslizamentos | Estado |
| SP | DataGeo-SP — Áreas de risco de inundação (IG 2014) | Estado |
| DF | IDE-DF — Zoneamento e macrozoneamento do PDOT | Estado |
| DF | IDE-DF — Regiões administrativas | Estado |
| DF | IDE-DF — Escolas públicas | Estado |
| RS | SEDUR-RS — Áreas urbanizadas e suscetibilidade à inundação / a movimentos de massa (PDVT Vale do Taquari) | Estado |
| PR | IAT GeoPR — UCs estaduais | Estado |
| PR | DER-PR — Rodovias estaduais | Regional (2.328 feições na UF, acima do limite por resposta do serviço) |
IDEs avaliadas que ficaram de fora¶
| IDE | Motivo |
|---|---|
PR — APP hídrica FBDS (pr_app_fbds) |
A consulta espacial por município falha por timeout no servidor (29–83 s); fora até houver paginação e serviço estável |
| BA — SEI | Só a cartografia sistemática, que duplica o IBGE |
| BA — INEMA e GeoBahia | Inviáveis: falham no handshake TLS |
| SC — SIGSC | Só limites e hidrografia, que duplicam ANA e IBGE |
| SP — IDE-SP | Só WMS (raster de visualização), sem vetor |
| SP — Emplasa | Só HTTP, sem HTTPS |
| GO — SIEG (portal legado) | Certificado SSL expirado, sem resposta |
| RS — zoneamento de Plano Diretor | Um serviço por município, fora do modelo do catálogo |
Origem e data da composição regional¶
A composição município → microrregião → mesorregião → UF → Grande Região vem de
um arquivo embarcado no plugin, gisbr/core/data/divisao_regional.csv,
gerado a partir da API de localidades do IBGE
(https://servicodados.ibge.gov.br/api/v1/localidades/municipios). A extração é
de 2026-09-30.
Não há acesso à rede em tempo de execução para montar a composição: o arquivo é
lido direto do disco. Para atualizá-lo, rode tools/gera_divisao_regional.py.
A composição das macrorregiões de saúde vem de outro arquivo embarcado, gisbr/core/data/macro_saude.csv, extraído da base territorial do DataSUS de junho de 2026 (ftp://ftp.datasus.gov.br/territorio/tabelas/2026/06-base_territorial_jun26.zip) em 2026-10-01. Para atualizá-lo, rode tools/gera_macro_saude.py.