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Dados do Censo (censobr)

O geobr entrega só a geometria do setor censitário: população, renda e domicílios moram no pacote irmão censobr (IPEA). O painel de diagnóstico costura os dois de uma vez: com a opção do Censo ligada, a camada geobr_setores_<código IBGE> já é gravada no GeoPackage com as colunas do Censo dentro, pronta para um mapa coroplético — sem passo manual de junção.

Quem prefere o Processing continua com o algoritmo gisbr:join_censo, que faz a mesma junção sobre uma camada já carregada. As duas portas usam o mesmo núcleo; o painel é o caminho de quem está montando o diagnóstico do município.

Passo a passo

  1. Escolha UF e município na aba Localização, como no guia do painel.
  2. Marque Setores censitarios (IBGE/geobr), no eixo 3. Demografia da árvore de fontes, na aba Fontes de dados. A opção do Censo age só sobre essa fonte — e é ela que habilita a aba Censo: sem ela marcada, a aba fica desabilitada e a dica explica o porquê.
  3. Abra a aba Censo e ligue o grupo "Anexar tabelas do Censo aos setores censitários (censobr)" — o checkbox no título do grupo. Ele vem desmarcado.
  4. Ano do Censo — o combo lista os anos que o censobr publica: 2000, 2010 e 2022.
  5. Tabelas / Conjuntos — a lista traz os conjuntos daquele ano (Basico, Domicilio, DomicilioRenda, Pessoa/Pessoas, PessoaRenda, …), cada um com seu checkbox. Pode marcar mais de um. O padrão é Basico, que é a menor tabela e a que serve para quase todo diagnóstico.
  6. Carregar selecionadas — o botão fica no rodapé do painel, fora das abas. O painel pula para a aba Log, que mostra o arquivo do censobr, o tamanho, e quantos setores casaram e quantos ficaram sem correspondência.

A escolha de ano e tabelas fica salva entre sessões do QGIS. Trocar o ano repopula a lista de tabelas, mantendo marcado o que ainda existir no ano novo.

As colunas que aparecem

Cada tabela entra com prefixo próprio, o nome do conjunto seguido de _: Basico_V001, DomicilioRenda_V002, e assim por diante. Marcar duas tabelas anexa as duas, cada uma com seu prefixo — não há colisão de nomes entre elas nem com os campos da geometria.

Tabela larga é tabela larga

Pessoa/Pessoas tem centenas de colunas. Marcar várias tabelas grandes de uma vez pode passar do teto de colunas do SQLite que sustenta o GeoPackage; o log avisa quando a camada final passa de 1000 colunas. Marque o que vai usar.

O ano do setor acompanha o ano do censo

Os códigos de setor mudam de um censo para o outro. Por isso, com a opção ligada, o plugin baixa a malha de setores do mesmo ano do censo escolhido — censo 2010 traz setores de 2010, não os de 2022 (que seriam o padrão do painel).

Se o ano escolhido não existir na malha do geobr, o plugin carrega a camada só com a geometria, no ano padrão, e diz no log por que o censo não foi anexado. Juntar anos diferentes é pior que não juntar: sairia uma camada cheia de NULL com cara de dado bom.

Exige backend Parquet

O censobr publica em Parquet, então esta opção depende do driver GDAL Parquet/Arrow ou do pyarrow — as duas alternativas estão em Instalação › Parquet (no Linux, o caminho mais curto é pip install --user pyarrow).

Sem nenhum dos dois, a fonte não falha: os setores são baixados e gravados normalmente, só sem as colunas do Censo, e o log traz o aviso com a orientação de instalação. O que você pediu — o setor — foi entregue.

Tamanho do download

Os arquivos do censobr são nacionais — não há como pedir só um município ao servidor. A diferença entre tabelas é de duas ordens de grandeza:

Tabela (2022) Tamanho
Basico 8,6 MB
Pessoas 166,7 MB

O log imprime o tamanho antes de baixar, para você saber no que clicou. Cada arquivo é baixado uma vez e fica no cache em disco (~/.cache/geobr-qgis/, ou o equivalente do seu sistema); da segunda vez em diante, o mesmo ano/tabela sai do cache, inclusive para outro município.

O recorte por município acontece antes de montar a camada: o plugin filtra as linhas do parquet pelo code_muni (ou, quando essa coluna não existe, pelo prefixo de 7 dígitos do code_tract) e só então constrói as feições. É isso que mantém o painel respondendo mesmo com uma tabela de centenas de milhares de linhas.

Trocar a seleção depois

O painel pula a fonte que já existe no GeoPackage — inclusive a de setores. Então, se você já carregou geobr_setores e depois quer outro ano ou outra tabela do Censo, mudar a seleção não basta: marque também Atualizar bases já baixadas (rebaixar) antes de clicar em Carregar selecionadas. Sem isso, a fonte entra em PULOU com a mensagem lembrando desse checkbox, e a camada antiga fica como estava.

Join que casou zero setor

Se uma tabela não casar nenhum setor, o resultado dela é descartado: a camada segue com a geometria (e com as outras tabelas que casaram), e o log traz o aviso. Uma camada com trezentas colunas todas NULL é erro disfarçado de sucesso; geometria sozinha é um resultado honesto.

Casos típicos de zero correspondência são ano ou tabela trocados. Falha de uma tabela — catálogo fora do ar, download interrompido, leitura recusada — também não derruba as outras: vira aviso no log e o laço segue.

Por que a chave precisa ser normalizada

code_tract vem como número no geobr e como texto no censobr. Um join direto casaria zero registros; o plugin converte a chave para texto nos dois lados antes de juntar. É a mesma correção que já valia no gisbr:join_censo.